Jó e os Filhos de Deus

Jó 38:4-7, diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? … quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?”

A expressão “filhos de Deus”, usada aqui e em outras passagens, sempre se refere a anjos e não homens. De maneira maravilhosa, estrelas e anjos se reuniram em louvor quando a terra foi criada. É Inconcebível  afirmar a nossa preexistência usando-se o presente contexto. Porém, outra falácia calvinista radical  afirma que estes filhos de Deus são os espíritos – ou almas – dos crentes predestinados desde a fundação do mundo, que estavam, ou estão, em algum lugar na eternidade até serem enviados aos corpos terrenos.

O conhecimento das origens do mundo é inacessível ao homem. O homem, o último a chegar no cenário, nunca observou os começos. E Deus não estava solitário quando começou este mundo. Seu mundo já era habitado por criaturas: seres “divinos” (literalmente filhos de Deus), os anjos de uma teologia posterior, os quais já encontramos em assembléia nos capítulos 1 e 2, celebravam com cânticos e aplausos a realização de Deus. Já aqui, a reação exultante de criaturas tão superiores, tão próximas de Deus, é uma chamada para Jó maravilhar-se e regozijar-se com eles.

Além do mais, essa doutrina da nossa preexistência não é muito coerente com o ensino bíblico. Imaginem os espíritos preexistentes em algum lugar na eternidade, confinados nas regiões celestes, e num tempo posterior são achados em forma humana. Então, inicia-se o martírio: a criatura se rebela contra o seu criador; se envolvem em pecados e   toda a sorte de injustiças. E no “tempo certo” muitos se convertem, pois para isto foram predestinados. Isso é uma loucura! Não seria melhor deixá-los na eternidade? O que? Deus tinha um plano? Qual? Deixar a Somália morrer de fome? Isso tudo não é mais bestial por falta de espaço. Livremos Deus desta situação ridícula.

Imaginem outra cena celestial: O Senhor Jesus – que agora está lá – achega-se a Deus que está observando a lista dos predestinados a salvação e a perdição, e lhe pergunta: “Pai, quem é este João da Silva?” Deus responde: “este João da Silva é um infeliz que vai nascer em setembro do ano que vem e  já esta predestinado a perdição”.  Temos, aqui, um remédio pior que a doença. É melhor deixar a soberania divina e o livre-arbítrio sem solução, do que explicar seu relacionamento a maneira calvinista fatalista. Esse não é o Deus bíblico!

A eleição pré estabelecida é muito confusa. Ela parece determinar os lugares e a posição de onde os eleitos procederiam, bem como o conhecimento perfeito de cada um daqueles que “receberiam privilégios especiais”, o que para todos os efeitos práticos, seria equivalente à eleição individual, e que insinua que eles poderiam ser salvos inteiramente à parte da pregação do Evangelho, o que não deixa de ser um absurdo. Sendo assim, mais cedo ou mais tarde esses indivíduos inevitavelmente se aproximariam de Cristo e seriam  salvos a qualquer custo (???). Esta confuso o argumento? Eu não acho, não foi eu quem começou a confusão.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s