Cristo morreu por TODOS

Romanos 5.6 nos informa que, “no devido tempo, … Cristo morreu pelos ímpios”. O versículo 10 acrescenta: “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte do seu filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!”.

Segundo o Apóstolo Paulo, “o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram … Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação” (II Co 5.14,19). Ele acrescenta: “Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (v.15).

Ora, é evidente que muitos irão se perder. Mas mesmo assim, Cristo morreu por todos. O texto continua para dizer que, com base no que Cristo fez na cruz, devemos ainda instar com o mundo: “Somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor de Cristo lhe suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (v.20). Assim, a reconciliação por meio de Cristo torna a salvação deles possível . Eles próprios, pela fé, tornam a sua salvação real, se assim o desejarem. “Um [Cristo] morreu por todos” (v.14), para tornar essa salvação possível. Entretanto, a Bíblia nos diz, num outro lugar, que o que impede seu desejo de ser cumprido não é o escopo universal do seu amor (Jo 3.16), mas a rejeição voluntária de algumas criaturas que “não quiseram” (Mt 23.37).

O escritor aos Hebreus reforça: “Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feiro menor dos que os anjos, Jesus, coroado de honra e de glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimente a morte.” Cristo morreu em favor de cada um, não apenas dos eleitos. Esse é o significado claro do texto.

Agora, vamos enfrentar o verso que é o carro forte dos mensageiros da dupla predestinação. Jesus, em João 17.9, fez a seguinte oração: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que são teus.” O “eles” é claramente uma referência a seus discípulos (v.6). Os calvinistas extremados afirmam que Jesus explicitamente negou estar orando pelo “mundo” dos incrédulos. Se essa afirmação é verdadeira, seria um apoio ao ensino de que a expiação é limitada aos eleitos, os únicos por quem Cristo orou.

Resposta

Não é tão difícil refutar um argumento quando ele não tem base bíblica. Devemos observar – e que não é tão complicado assim –  é que essa oração foi feita num daqueles momentos em que Jesus estava rogando ao Pai que desse especial atenção aos seus discípulos. Ora, isso aconteceu em várias ocasiões. Poderíamos esquecer que este é o capítulo 17 do Evangelho de João? Além do mais, o fato de Cristo somente orar pelos eleitos nessa passagem não prova em si mesmo que nunca tenha orado pelos “não-eleitos.” É evidente que ele orou pelos “não eleitos”. Sua oração: ”Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34) evidentemente incluía pessoas que são consideradas não- eleitas. Se ele nunca se preocupou com o mundo dos incrédulos, porque ele lembrou aos seus: “peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita?” (Lc 10.2). Para onde irão os pregadores da Palavra se o campo é o mundo? Veja Mateus 13.18 e compare com 16.15.

É bem verdade, e está explícito nas Escrituras, que Jesus chorou por causa dos incrédulos (Mt 23.37), mesmo sabendo que nem todos seriam salvos (Mt 13.28,30, ele orou para que incrédulos fossem salvos (Jo 11.42).

O Apóstolo Paulo – inspirado pelo Espírito Santo, que  é o próprio Jesus – nos exorta a fazer orações por todos os homens. Veja Timóteo 2.1 e compare com Rm 10.1.

Mesmo se pudesse ser demonstrado que Cristo não orou pelos “perdidos desde a fundação do mundo”, isto não quer dizer que não os tenha amado e que não tenha morrido pelos seus pecados. Uma oração especial por aqueles que se tornariam crentes é compreensível (Jo 17.20). O fato importante é que Jesus queria que todo mundo fosse parte de sua família (Mt 23.37; I Tm 2.4,6; II Pd 3.9).

Assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens” Rm 5.18.       

É lamentável ver como muitos torcem a Palavra de Deus para nada. É louvável e digno de aplauso descobrir  como os argumentos em favor da verdade, podem detonar, como se fossem dinamite, qualquer muralha de heresias que se levanta contra os ensinamentos de Cristo

Que diferença isso faz? 

É possível que o leitor a essa altura pergunte: e daí, que diferença faz se alguns creem na predestinação fatalista, ou se outros querem crer que Deus no final irá salvar todos os  homens, e mesmo até que seja possível perder-se a salvação ou não?

Francamente, a resposta a essa pergunta é que isso faz uma enorme diferença sobre o que cremos. As convicções afetam a conduta e, por isso, as idéias têm consequências. Boas idéias conduzem a boas consequências, assim como más idéias levam a consequências más. Uma pessoa que crê que a cancela em frente à linha férrea está emperrada, quando na verdade o trem está chegando, será morta! Quem acredita no gelo quando o lago está congelado pode afundar se o gelo é fino. Do mesmo modo, a doutrina falsa pode levar a ações falsas.

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